Há (com H e acento agudo porque é um verbo no sentido de existir) um tempo já que eu tenho ficado assustada com erros de português grotescos cometidos por jornalistas formados.
Acho que a maior parte das pessoas comete um deslize aqui ou ali, mas há erros que são simplesmente imperdoáveis.
Costumo dizer que o que esse pessoal devia responder por “homicídio doloso”, já que estão assassinando a gramática e a ortografia e com a intenção de matar.
Se você acha que exagero, tire as próprias conclusões. Vou contar os milagres, mas poupar os santos.
Abaixo um trecho de uma matéria publicada em um dos sites de notícias mais conhecidos do DF no último fim de semana. Em dois parágrafos, três “atentados terroristas” contra o idioma
“O delegado da 9ª DP disse que não houveram grandes divergências entre os quatro depoimentos. Agora, ele espera encontrar a lancha para realizar a perícia e ouvir as demais testemunhas que estavam na embarcação, inclusive as internadas, para depois fazer a análise geral e conclusões. O prazo para a conclusão das investigações é de 30 dias a partir da data de instauração de inquérito que aconteceu hoje.
Júnior afirmou que pilota a quatro anos, tem a lancha a dois e que costumava fazer passeios no lago com a família e também os passeios noturnos. Ele conheceu as pessoas no churrasco, por meio do amigo, Marcos Paulo, que namora Júlia, que é amiga das demais jovens.”
“Houveram”? “Houveram”? Não me conformo....
E esse “a” solto aí sem razão. Agora “a” é verbo?
Cruz credo!
Mas a repórter acima não é a única que deve responder pelo crime. Há uma verdadeira “quadrilha” empenhada em “exterminar” a nossa língua mãe.
A quantidade de paraliZação escrito dessa forma que aparece em releases que recebo não tem nem como contar.
E o pessoal que está na universidade devia ficar atento. Mandar e-mail pedindo emprego com erros de português do tipo: “já trabalhei em acessoria” é “suicídio profissional”.
Trocar ideias sobre assuntos variados sem qualquer compromisso literário ou informativo. Portanto, se você procura literatura ou notícias atualizadas, melhor ler outra coisa.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Nasceu. É do mundo.
Nesses últimos dias de férias, fiquei de bobeira zapeando a televisão sem nenhum motivo. Só para passar o tempo. Acabei parando na MTV e conheci o tal de “Teen Cribs”. Basicamente, o programa mostra adolescentes que moram em mansões incríveis de tão luxuosas. Só vendo para acreditar.
Em alguns casos, o dinheiro em excesso aliado à falta de noção culmina em um resultado de gosto no mínimo duvidoso. Acabei de assistir a um episódio no qual um adolescente mostrou orgulhoso o banheiro dele com uma privada automática. A tampa se levanta sozinha quando alguém se aproxima e ainda tem um bidê interno para limpar o usuário após a conclusão do trabalho.
Outro episódio mostrou uma mansão que parecia mais um parque de diversões, com direito a quadra de basquete, estábulo com cavalos e pôneis, além de uma piscina em local fechado, mas com teto solar para os dias mais quentes. A dona da casa resumiu o motivo de ter esbanjado tanta grana na residência: “Meu marido e eu não queremos nunca que eles (os filhos) vão embora”. Ao ouvir isso, tive a impressão de que os garotos estão sendo criados dentro de uma redoma.
Não me entenda mal. Deve ser ótimo ter uma casa dessas, com tanto conforto e opções de lazer que a gente nem precisa sair para se divertir. Mas isso não torna desnecessária a experiência “além-muro-da-casinha-do-papai”.
Fiquei imaginado qual é a noção de realidade desses adolescentes. Será que eles já se depararam com um mendigo? Opa! Não vale personagem de cinema nem o morador de rua do jogo GTA que você ganha ponto por atropelá-lo.
Será que os amigos desses jovens gostam deles ou só querem aproveitar a ilha da fantasia onde eles vivem?
E mais. Como é possível ficar maduro sendo protegido pela mamãe e pelo papai 24 horas por dia?
Sei não. Adoro conforto, mas acho que, nesse caso, o excesso é prejudicial à saúde. E para terminar, um recado a mãe que construiu um castelo para não ficar longe dos filhos. Sinto muito, senhora. Não adianta. Um dia, eles vão embora e aí vão ter de se virar sozinhos. E pior, sem nenhuma experiência prévia porque sempre estiveram excessivamente protegidos.
Em alguns casos, o dinheiro em excesso aliado à falta de noção culmina em um resultado de gosto no mínimo duvidoso. Acabei de assistir a um episódio no qual um adolescente mostrou orgulhoso o banheiro dele com uma privada automática. A tampa se levanta sozinha quando alguém se aproxima e ainda tem um bidê interno para limpar o usuário após a conclusão do trabalho.
Outro episódio mostrou uma mansão que parecia mais um parque de diversões, com direito a quadra de basquete, estábulo com cavalos e pôneis, além de uma piscina em local fechado, mas com teto solar para os dias mais quentes. A dona da casa resumiu o motivo de ter esbanjado tanta grana na residência: “Meu marido e eu não queremos nunca que eles (os filhos) vão embora”. Ao ouvir isso, tive a impressão de que os garotos estão sendo criados dentro de uma redoma.
Não me entenda mal. Deve ser ótimo ter uma casa dessas, com tanto conforto e opções de lazer que a gente nem precisa sair para se divertir. Mas isso não torna desnecessária a experiência “além-muro-da-casinha-do-papai”.
Fiquei imaginado qual é a noção de realidade desses adolescentes. Será que eles já se depararam com um mendigo? Opa! Não vale personagem de cinema nem o morador de rua do jogo GTA que você ganha ponto por atropelá-lo.
Será que os amigos desses jovens gostam deles ou só querem aproveitar a ilha da fantasia onde eles vivem?
E mais. Como é possível ficar maduro sendo protegido pela mamãe e pelo papai 24 horas por dia?
Sei não. Adoro conforto, mas acho que, nesse caso, o excesso é prejudicial à saúde. E para terminar, um recado a mãe que construiu um castelo para não ficar longe dos filhos. Sinto muito, senhora. Não adianta. Um dia, eles vão embora e aí vão ter de se virar sozinhos. E pior, sem nenhuma experiência prévia porque sempre estiveram excessivamente protegidos.
quarta-feira, 17 de março de 2010
“Suri odeia calça jeans”
Estava há pouco visitando sites da internet, tentando me interar dos últimos acontecimentos da política caótica do Distrito Federal, que tem mudado completamente a todo momento. Ao entrar no site da Folha de S.Paulo, li a seguinte manchete: “Suri Cruise odeia calça jeans e usa bolsa de U$ 850”. A reportagem é uma reprodução da revista "US Weekly".
Se você nunca ouviu falar da tal Suri, eu explico. A pequena, de três aninhos, é filhota dos atores norte-americanos Tom Cruise e Katie Holmes. O que nos permite concluir que a coitada nem teve opção de decidir se queria ser celebridade. Nasceu assim.
Agora eu pergunto a você: Qual é o interesse dessa informação? Saber disso não alterou em nada a minha vida. Acho que só tem interesse para modistas infantis que podem enxergar na Suri uma modelo em potencial. Volta e meia eu fico pensando na relevância das informações publicadas em sites, revistas, jornais, TVs e rádios.
No mês passado, vi em um telejornal a transmissão de parte de uma entrevista coletiva do jogador de Golf Tiger Woods. No pronunciamento transmitido mundialmente, o golfista reuniu a imprensa para pedir desculpas à esposa por uma “pulada de cerca”. Depois que a traição ganhou espaço na imprensa, o atleta que já liderou o ranking mundial simplesmente deixou o esporte.
Por que veicular um pronunciamento em que o entrevistado pede desculpas por adultério? Se a entrevista ainda fosse para informar que ele iria parar de jogar. Mas isso ele já tinha feito. Na minha humilde opinião, a infidelidade matrimonial é assunto exclusivo dele e da dona do chifre. Que os dois se resolvam, sozinhos. Afinal, quando se casou, ele prometeu fidelidade a ela, não a mim. Se ele tivesse faltado um treino por causa dos casos fora do casamento, vá lá. Isso poderia ter algum interesse para o mundo do esporte.
Como eu sou democrática, respeito quem acha a notícia relevante. Mas eu não acho. E se você ficou preocupado com o Tiger Woods, relaxa. Ele volta a jogar no próximo mês. Agora, se ele e a dona patroa estão juntos ainda, realmente eu não sei e não me interessa. Se ficou curioso, “dê um Google”aí. Ele deve saber.
Se você nunca ouviu falar da tal Suri, eu explico. A pequena, de três aninhos, é filhota dos atores norte-americanos Tom Cruise e Katie Holmes. O que nos permite concluir que a coitada nem teve opção de decidir se queria ser celebridade. Nasceu assim.
Agora eu pergunto a você: Qual é o interesse dessa informação? Saber disso não alterou em nada a minha vida. Acho que só tem interesse para modistas infantis que podem enxergar na Suri uma modelo em potencial. Volta e meia eu fico pensando na relevância das informações publicadas em sites, revistas, jornais, TVs e rádios.
No mês passado, vi em um telejornal a transmissão de parte de uma entrevista coletiva do jogador de Golf Tiger Woods. No pronunciamento transmitido mundialmente, o golfista reuniu a imprensa para pedir desculpas à esposa por uma “pulada de cerca”. Depois que a traição ganhou espaço na imprensa, o atleta que já liderou o ranking mundial simplesmente deixou o esporte.
Por que veicular um pronunciamento em que o entrevistado pede desculpas por adultério? Se a entrevista ainda fosse para informar que ele iria parar de jogar. Mas isso ele já tinha feito. Na minha humilde opinião, a infidelidade matrimonial é assunto exclusivo dele e da dona do chifre. Que os dois se resolvam, sozinhos. Afinal, quando se casou, ele prometeu fidelidade a ela, não a mim. Se ele tivesse faltado um treino por causa dos casos fora do casamento, vá lá. Isso poderia ter algum interesse para o mundo do esporte.
Como eu sou democrática, respeito quem acha a notícia relevante. Mas eu não acho. E se você ficou preocupado com o Tiger Woods, relaxa. Ele volta a jogar no próximo mês. Agora, se ele e a dona patroa estão juntos ainda, realmente eu não sei e não me interessa. Se ficou curioso, “dê um Google”aí. Ele deve saber.
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