Opa, calma aí. Antes de você criticar o gerundismo acima, saiba que existe um motivo.
Correndo como quase sempre, tentando aproveitar qualquer minutinho que apareça, um dia desses abri minha agenda para anotar uns compromissos e, quando a caneta já riscava o papel, percebi que estava no dia errado: 18/12/2011.
Em vez de simplesmente voltar uns bons meses e abrir na página certa, a mente começou a viajar. “O que será que eu estarei fazendo nesse dia?”
Bem, em 18 de dezembro faltará uma semana para o Natal. Sinceramente, espero estar fazendo as compras da ceia de fim de ano, contando os dias para buscar meu irmão no aeroporto e já planejando a próxima viagem de férias.
E você? O que espera estar fazendo daqui a oito meses?
Trocar ideias sobre assuntos variados sem qualquer compromisso literário ou informativo. Portanto, se você procura literatura ou notícias atualizadas, melhor ler outra coisa.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
"Não há silêncio que não termine"
Passei as 553 páginas de Não há silêncio que não termine pensando e não entendendo como foi possível ficar mais de seis anos refém das Farc no meio da selva colombiana sem enlouquecer.
São quase sete anos expulsa do convívio da família, da própria individualidade sem poder sequer decidir a hora de ir ao banheiro e com a angústia da incerteza de não saber quando estaria livre se é que conseguiria se livrar.
A leitura é ótima. Não é uma narrativa crua e pesada. É um diário, ainda que não seja escrito nesse formato. A franco-colombiana Ingrid Betancourt narra o que sentiu durante todo esse período sem se censurar, sem buscar a imparcialidade.
O final todo mundo já sabe. Mas descobrir como ela soube que a liberdade enfim chegou é emocionante.
Agora me pego vez ou outra pensando: Enquanto estou aqui dirigindo, indo ao trabalho, ou correndo na esteira, ou comendo meu prato preferido, várias pessoas estão lá no meio da selva vivendo todos os dias o mesmo dia.
domingo, 17 de abril de 2011
Vai se f....!
Um maluco entra em uma escola armado como um terrorista e mata mais de dez crianças no Rio de Janeiro.
Na semana seguinte em Brasília, um advogado atira em um coronel depois de os dois trocarem socos porque um furou a fila para entrar no elevador.
Na mesma semana, em Taguatinga (DF), um homem morre a caminho da padaria depois de apanhar com uma chave de fenda de um cara casado com a mulher que ele havia xingado momentos antes.
Que saudade do tempo em que um momento de fúria ficava só no vai se f...!
Na semana seguinte em Brasília, um advogado atira em um coronel depois de os dois trocarem socos porque um furou a fila para entrar no elevador.
Na mesma semana, em Taguatinga (DF), um homem morre a caminho da padaria depois de apanhar com uma chave de fenda de um cara casado com a mulher que ele havia xingado momentos antes.
Que saudade do tempo em que um momento de fúria ficava só no vai se f...!
domingo, 3 de abril de 2011
Três, “trêis” ou “treix”?
Estava assistindo à novela das oito um dia desses. Em uma cena qualquer, o playboyzinho carioca está conversando com uma garota que segundo o enredo nasceu em Porto Alegre.
Ela não tem sotaque algum de gaúcha. Tudo bem, para fingir mal, melhor não fazer. O sotaque do Rio Grande é marcante, entrega na hora de onde a pessoa vem. O problema é que a atriz que deveria interpretar uma gaúcha tem sotaque carioca.
Mas a situação fica ainda pior...
O garoto com aquele sotaque bem forte do Rio, com “erres” marcantes e “esses” chiados solta no diálogo algo do tipo: Acho que aqui no Rio não temos sotaque porque há muita gente de todas as partes do mundo aqui.
O quê? Quem mora no Rio não tem sotaque?!? Por favor...
Todo mundo tem sotaque. Não há como não ter.
E se você mora em Brasília e pensou neste instante que a gente não fala diferente, pode parar e pensar duas vezes.
Como você fala o algarismo 3?
Falamos “trêis”, assim como falamos “arroiz”.
Adoro sotaque. Ele revela sobre a vida de quem fala antes mesmo de a pessoa dizer algo sobre si. No caso da novela, revela até a ignorância de quem não consegue perceber a diversidade do lugar onde vive.
Ela não tem sotaque algum de gaúcha. Tudo bem, para fingir mal, melhor não fazer. O sotaque do Rio Grande é marcante, entrega na hora de onde a pessoa vem. O problema é que a atriz que deveria interpretar uma gaúcha tem sotaque carioca.
Mas a situação fica ainda pior...
O garoto com aquele sotaque bem forte do Rio, com “erres” marcantes e “esses” chiados solta no diálogo algo do tipo: Acho que aqui no Rio não temos sotaque porque há muita gente de todas as partes do mundo aqui.
O quê? Quem mora no Rio não tem sotaque?!? Por favor...
Todo mundo tem sotaque. Não há como não ter.
E se você mora em Brasília e pensou neste instante que a gente não fala diferente, pode parar e pensar duas vezes.
Como você fala o algarismo 3?
Falamos “trêis”, assim como falamos “arroiz”.
Adoro sotaque. Ele revela sobre a vida de quem fala antes mesmo de a pessoa dizer algo sobre si. No caso da novela, revela até a ignorância de quem não consegue perceber a diversidade do lugar onde vive.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sonhando ser offline
- IPhone... Blackberry...Tenho um celular novo com uma câmera maravilhosa. Tem esse aqui também, olha, que é praticamente um computador de bolso. E no seu plano sai por um preço bem em conta. Ah, esse aqui tem GPS.
- (...)
- Você não parece muito empolgada com o que eu te mostrei. Por que não me fala o que você procura?
- Tem algum que não insista em tocar trazendo assunto de trabalho nos meus fins de semana ou feriados?
- (...)
- Você não parece muito empolgada com o que eu te mostrei. Por que não me fala o que você procura?
- Tem algum que não insista em tocar trazendo assunto de trabalho nos meus fins de semana ou feriados?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Elevador
Um espaço minúsculo. Duas pessoas. E a obrigação de manter conversa. Chegando em casa, chovendo, morrendo de vontade de entrar no apartamento. Como era dois de novembro e os dois haviam perdido pessoas próximas recentemente, o assunto foi inevitável.
Ruim essas datas, né?
A gente acostuma.
Acostumar não é bem a palavra. A gente aprende a conviver com isso.
Ruim essas datas, né?
A gente acostuma.
Acostumar não é bem a palavra. A gente aprende a conviver com isso.
domingo, 10 de outubro de 2010
Pequenos crimes
Isso é furto, sabia?
Ahn?!?
Isso. Você não pode ir pegando as minhas coisas e levar pra sua casa. Já sumiu o meu casaco, você não devolveu meu livro. Cadê meus CDs?
Você não disse que a gente vai se casar? Futuramente, a casa vai ser uma só e você vai ter suas coisas de volta.
E se a gente não casar?
Aí ficamos quites. Você mentiu e eu furtei.
Ahn?!?
Isso. Você não pode ir pegando as minhas coisas e levar pra sua casa. Já sumiu o meu casaco, você não devolveu meu livro. Cadê meus CDs?
Você não disse que a gente vai se casar? Futuramente, a casa vai ser uma só e você vai ter suas coisas de volta.
E se a gente não casar?
Aí ficamos quites. Você mentiu e eu furtei.
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